PASTORAS?
Nestes últimos dias está se tornando comum a
ordenação de mulheres para o pastorado.
À luz da Bíblia isso é estranho. Desde o princípio, quando Deus formou homem e
mulher, antes do pecado, Deus revestiu Adão de autoridade espiritual sobre Eva.
Depois do pecado, Adão continuou no exercício dessa liderança, cuja autoridade
lhe havia sido dada pelo próprio Deus. O princípio da autoridade está no gênesis
da criação.
Portanto, a mulher não foi revestida pelo Criador de autoridade espiritual sobre
o homem, daí não poder exercer governo espiritual, reger, dirigir, pastorear o
povo de Deus.
Pastorear é superintender o povo de Cristo; alimentar e apascentar
espiritualmente o rebanho. O pastorado foi constituído para assistir ao povo,
cuidar das almas, dirigir as ovelhas com justiça e verdade. Resumindo: pastorear
é governar o povo de Deus edificando-o em todos os setores e aspectos da vida.
A mulher, por uma questão de “princípio de autoridade”, não pode ser pastora,
exatamente por não poder governar, nem reger, nem superintender a Casa de Deus,
como se “pastora” fosse.
O pastoreio é um ofício essencialmente espiritual. Para o seu exercício é
indispensável uma chamada da parte de Deus que se faz acompanhar de um
revestimento de autoridade. À mulher não foi dada essa função espiritual, ela
não recebeu de Deus autoridade para liderar espiritualmente à Igreja. Ainda que
a mulher tenha virtudes sublimes como a da simpatia, carisma natural,
afabilidade, ela não foi ungida por Deus para dirigir as ovelhas de Cristo.
Por conta desse princípio de autoridade que vem desde o Éden, Deus vocaciona
alguns homens, designando-os para dirigirem Seu povo. São os pastores.
É bem verdade que há o registro do nome de mulheres no serviço do reino, nunca,
porém, exercendo o pastorado. Jamais foram mencionadas como “apóstolas, bispas
ou pastoras”. Essas mulheres jamais exerceram a liderança espiritual da igreja.
Há os que são defensores ardorosos do pastorado feminino, afirmam que estamos
vivendo novo tempo, nova sociedade, nova mulher, nova igreja! Mas é bom que se
saiba que o rumo da igreja não se define pela Sociologia, mas com Teologia
Bíblica.
Se a mulher pode ou não ser pastora não é decisão dos machistas ou feministas.
Também não se trata de alienação cultural. A posição deve ser de acordo com a
Palavra de Deus, que apresenta um Senhor que vela pelos princípios que haveriam
de reger sua igreja.
Deus não revestiu a mulher de autoridade espiritual para pastorear, então, quem
pode alterar os princípios divinos, sem incorrer no pecado de rebeldia?
Perceba a insatisfação de Deus: “...e mulheres estão à testa do governo do meu
povo. Oh! Povo meu! Os que te guiam te enganam e destroem o caminho por onde
deves seguir”. (Is 3.12).
O N. Testamento nos apresenta o Senhor chamando homens para pastorear.
Encontramos homens sendo ordenados para o presbiterato (At.14.23) enquanto
nenhuma mulher fora chamada; O Senhor constituiu bispos, mas não se encontra
nenhuma mulher sendo vocacionada para ser bispa (esta palavra não foi usada na
época) (At.20:28); em Filipos são encontrados bispos e não se vê destaque para
bispas (Fp.1:1); Paulo instruiu sobre a ordenação dos bispos (presbíteros,
pastores), mas não ensinou sobre a ordenação de mulheres (1Tm.3;1-5).
A ordenação para o sagrado ministério era realizada pela imposição das mãos do
Presbitério. O Presbitério era formado por pastores e presbíteros. Todos eram do
sexo masculino. O Presbitério tinha dentre outros atributos ordenar homens para
o pastorado (1Tm.4:14). Lendo sobre a igreja em Creta vemos que apenas homens
foram indicados para o presbiterato (pastoreio) (Tt.1:3). Nas epístolas de Pedro
não se encontra nenhuma menção às mulheres, como apascentadoras do rebanho.
(1Pe.5:1-4); Tiago não diz que as “ presbíteras”, “bispas” fossem chamadas para
orarem pelos enfermos. Está dito: “chamem os presbíteros...”(estes exercem a
função pastoral) (Tg.5:14). O escritor aos Hebreus não menciona mulheres entre
os guias da igreja, (Hb.13:7,17) Ele convoca o rebanho para olhar para o passado
e lembrar dos guias (pastores) que no passado estiveram entre eles, pastoreando.
Na igreja primitiva não havia pastoras, bispas, presbíteras. Isto é modismo dos
últimos tempos.
Portanto, a mulher não recebeu de Deus autoridade para pastorear, não recebeu o
chamado para fazer isto. Ora, então, nesse caso elas têm seguido aos apelos de
seu próprio coração. Elas se apresentam deliberadamente ou são seduzidas para
exerceram o ofício para o qual não foram ungidas por Deus.
A mulher não pode exercer autoridade espiritual na igreja de Cristo. A mulher
que fizer isso estará usurpando uma autoridade que não é sua. Isto é pecado de
rebeldia. Querer fazer o papel que Deus não lhe deu é pecar como Saul, que fez
as vezes de sacerdote sem ter sido ungido para esse ministério. O que ele fez
foi um ato reprovável. O profeta Samuel disse: “porque a rebelião é como o
pecado da feitiçaria...” I Sam 15.23a.
Rebelião é rebeldia, rebelião é como o pecado da feitiçaria.
Uma mulher temente a Deus jamais se deixaria ordenar pastora. Jamais se
apresentaria diante de uma comunidade para ser guia de almas. Sentir-se-ia
incomodada por ser chamada de “bispa” ou “pastora”. Isto não lhe ficaria bem. O
uso seria impróprio e indevido. As que assim se submetem, tem o espírito de
Gideão, que foi chamado para ser Juiz do povo de Deus, mas cobiçou ser
sacerdote.
Estamos vivendo a época das “pastoras”. Saibam todos: elas não foram chamadas,
se auto-apresentaram para o que não foram comissionadas! Se intitulam “pastoras”
sem terem sido vocacionadas (chamadas) por Deus. Essas mulheres nem estão se
dando conta do grave perigo: se colocar debaixo do juízo divino por rebeldia.
Então, Deus não chama uma mulher para o pastorado? Não, Deus não quebra o
princípio de autoridade estabelecido por ele mesmo.
A vocação pastoral não é uma questão de ter capacidade ou não para desempenhar o
ministério. Não é o caso de se dizer que o homem é pastor porque é capaz.
Ninguém pode pôr em dúvida a extraordinária capacidade de uma mulher, pois ela é
tão capaz quanto o homem, pode fazer tudo o que ele faz. A questão é de
autoridade espiritual, de vocação divina, de vontade de Deus. Enfim, a questão é
de obediência aos princípios estabelecidos por Deus.
A mulher cristã jamais deveria cobiçar autoridade espiritual, nem sobre seu
marido, nem sobre sua família, nem na Igreja de Cristo. Buscar ou fazer isto é
rebeldia contra o Senhor. Cobiçar autoridade espiritual é cair no mesmo pecado
daquele querubim que foi expulso do céu, o Diabo. Quis ser aquilo para o qual
não fora constituído nem revestido. O que ele cobiçou isto ele tem passado para
as mulheres. O que aconteceu com ele, acontecerá com essas mulheres “pastoras”.
O marido cristão não deve permitir que sua mulher seja pastora. Consentir com
isso é não levar a sério a Palavra de Deus.
Uma igreja que se deixa dirigir por uma “pastora” está em rebeldia para com a
Vontade de Deus.
Uma igreja que se deixa guiar pela “autoridade espiritual de uma pastora” está
em pecado.
O esforço que se tem feito para ordenar mulheres ao pastorado, não significa que
se quer valorizar a mulher, o que se faz, na verdade, é questionar a própria
Palavra de Deus. Isto é rebeldia, rebelião, e o que está no coração dos que
assim se levantam é feitiçaria e idolatria.
A figura da “pastora” é mais um exemplo da apostasia dos últimos tempos que
haveria de vir sobre a terra.
A apostasia chegou e o espírito de Jezabel está ocupando o púlpito das igrejas.
Pr. Franklin Dávila
franklinrdavila@yahoo.com.br